
A Cura da Loucura, ou A Operação de Pedra, em exposição no Museu do Prado.
Símbolo do absoluto lunatismo, a extracção da loucura através de uma incisão no couro cabeludo para que, por um passe de magia, sejam extraídos os demónios, o "material nocívo"... Antes lobotomia, a pura expressão do insólito, violento, infame, mas também verdadeiramente apaixonante relativamente ao conteúdo histórico da questão.
Chegou o momento de confessar que a loucura me fascina. Na verdade, ela sempre andou solta à minha volta. Acompanha-me desde a infância até ao dia de hoje. Gosto de observá-la de perto e emaranhar-me nos seus cantos e recantos.
Tenho sérias dificuldades em delinear os parametros de avaliação/diferenciação entre a genialidade e loucura. Exemplo disso: a esquizofrenia, a loucura na sua forma mais pura. A psícose maníaco-depressiva, por sua vez, pode ser entendida como a depressão dos poetas, existencialistas, ou simplesmente infelizes de todo o género.
Tu, consideras doença ou rebeldia? Qual é a diferença entre as tuas ideias? São ideias revolucionárias ous destrambelhadas?
Já Salvador Dalí dizia que "a única diferença entre mim e um louco, é que eu não sou louco."
Habilidade ou arte? Loucura ou drogas? Erro romântico. nenhuma droga pode caricaturar a vida criativa. Experiencias de mescalina, LSD, cocaína, etc., nunca deram nada a ninguém, nada que o experimentador já não tivesse... a não ser tema de conversa.
10 comentários:
Todos somos loucos há nossa maneira. Por vezes de uma forma particular em que não deixamos que ninguém se aperceba de outras vezes completamente social em que só não se apercebe quem não quer.
É como em tudo, só vê quem realmente olha!
A loucura anda aí sim, a começar em ti.
Ass: Um pouco de Dalí
Sabia que o único prémio nobel da medicina que ganhamos foi por causa da lobotomia!?
Sabia! Em 1949 com Egas Moniz!
Não sei é porque não há identificação do comentador no blog...
Muito bem! O google faz milagres! :)
Não há identificação porque os loucos não se diferenciam! ;)
Bom fim de semana
Existe uma enfermidade muito frequente nas pessoas que se fazem passar por loucas para se permitirem determinados abusos relativamente aos outros. Não considero nada de tão (extremo) mau gosto e má educação…
De facto esse é um dos sintomas diagnósticos para a análise de um verdadeiro louco e de uma pessoa que não pretende mais do que chamar a atenção só para si. Talvez por solidão ou carência (ou mesmo falta de educação), tem uma tendência impetuosa para enaltecer os seus atributos pela ridicularização dos outros. Lamento, mas o seu desejo não foi concedido.
Da próxima vez, tente lembrar-se que nem todos somos iguais e que mesmo os loucos têm uma identidade muito bem definida. Se não sabe, pode sempre usar o milagroso google para se cultivar… Um instrumento de informação preciosos nos dias de hoje…
Lamentavelmente inevitável…
Declaro as minhas desculpas a todos os meus amigos bloguistas pela ríspida troca de palavras que nada tem a ver convosco, mas sim com a diminuta arrogância de quem não conquista sequer uma simples identificação.
Sobre a loucura na ficção, uma pequena obra-prima é o Diário de um Louco, de Gógol. caso não conheça, fica aqui a sugestão. Como tudo o que Gogol escreve é uma pequena maravilha. Está traduzido na Assírio e Alvim.
Não se passa nada aqui há seis dias! Escreve lá qq coisa pra malta poder ir desanuviando e olhando de vez em qd para coisas interessantes (para desconcentrar a monotonia). nem tu nem arem nem vivalegria nem ng! Acho que em vez de tudo louco tá tudo adormecido.
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Uma resposta para o bloguista harms! Conheco... muito bem... é engraçado ver que a familiaridade das coisas é afinal universal, sem nos aperceber-mos disso... Parabéns pelo blog.
Obrigado. Aproveito para retribuir duplamente: pelo blogue e pela leitura de Gogol que, para mim, é o maior escritor da literatura russa, apesar da forte concorrência.
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