terça-feira, 1 de julho de 2008




No fundo, e em conclusão (de várias horas pensantes), o que é um maluco?
Um marginal? Improdutivo? Um artista ou profeta? Criadores de uma civilização ou verdadeiramente inadaptados?

Como eu quando escrevo. Depois dizem-me: "então, vais ficar em casa a escrever? Não podias vir sair? Deves ser um bocado esquizofrénica".

É isso! É uma doença. É o desejo de diminuir a linha racional que me une ao "resto". É uma necessidade de desordenar ideias e reorganizar delírios. Altos voos de loucura...

10 comentários:

Anónimo disse...

olha uma maluca a escrever sobre malucos...

Anónimo disse...

Loucos todos somos.
Como a loucura não pode ser quantificada estamos todos no mesmo patamar....
O que seria de nós sem um bocado de loucura instalada?? Seriamos todos iguais e cinzentos...
Por isso VIVA A LOUCURA ;)
Bj

Un point c'est tout... disse...

Maluca? Eu?

SIM!
Muito prazer em conhecer... Sr.(a) anónimo(a)...

aframboesa disse...

exitem vários tipo de demência, creio. e todos eles têm o seu quê de doce.
um louco, um doido varrido, um doente...
é bom voar alto em loucura dentro das nossas quatro paredes :)

lembrei-me agora da loucura do marquês de sade; precisava tanto de escrever que chegou a atingir altos picos de delírio.

Un point c'est tout... disse...

Marques de Sade... que delicia!

A ressaca de escrever...
Que é feito de ti frambú? Espero-te bem.

Kiss

Anónimo disse...

É sempre bom que tenhamos alguém que nos vá mostrando caminhos...até ao marquês...

Un point c'est tout... disse...

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aframboesa disse...

a frambú anda por cá; neste preciso momento estou a fazer o design dos meus cartões de visita para me promover. lol
nem nas férias há descanso. . . o que vale é que eu até gosto :)
e por ai? trabalha-se muito?

lembrei-me agora [no decorrer de uma rápida leitura dos teus comentários]de uma frase sobre anonimato que li num livro francês um pouco desinteressante, sobre frases, pensamentos e ditos. Era qualquer coisa assim:
"O indivíduo que se quer no anonimato teme demasiado o seu público e o seu rosto, quando tira a máscara, não passa de uma trapaça."

Todos os dias são um brainstorming constante!

Bisou *

Un point c'est tout... disse...

Trabalho há sempre! Nasce e desenvolve-se!
Nunca desejei viver no anonimato, muito pelo contrário, mas por vezes é uma necessidade pessoal o isolamento e o silencio. A isso eu chamo a minha máscara. E quando se pode partilhar essa mascara com alguém especial, é delicioso.
Quando a máscara cai... aqui estou de volta ao mundo!

*

aframboesa disse...

o isolamento e o silêncio, em quantidades certas, só nos fazem bem!
eu estava a referir-me ao anónimo que escreveu comentários. foi por isso que me lembrei da tal frase.
eu sou muito apologista da existência e da partilha da máscara.
estou a ler a sombra do vento,a pedido de muitas famílias [lol]. . . já leste?